

(Imagens que estão patentes na Igreja Matriz)
A história de São Veríssimo, mártir de Lisboa, não se fez individualmente apesar de muitas vezes ser cultuado de tal maneira (caso de Valbom) mas juntamente com suas irmãs, Máxima e Júlia que viviam em Roma, quando lhes apareceu um anjo que lhes disse para irem a Portugal onde “alcançariam a coroa do martírio, que com tanta ânsia procuravam”.
Os três irmãos embarcaram para Lisboa, onde são levados à presença de Tarquínio, o representante do imperador, perante o qual defendem a fé católica, tendo por isso sido submetidos a vários martírios. Foram presos, espancados e submetidos a diversas torturas, como o açoitamento com “varas ásperas e cheias de espinhos”, arrastados pelas ruas da cidade, suplícios que sempre suportaram, o que levou Tarquínio a decidir que fossem lançados ao rio com pesadas pedras presas ao pescoço, tendo então ocorrido um milagre. Tendo sido atirados à água entre Lisboa e Almada, os corpos voltaram à margem mesmo antes do regresso do barco que os levara para o meio do rio.
A primeira referência a São Veríssimo como orago da Igreja Paroquial de Valbom aparece nos documentos de doação de padroado da respetiva igreja, no século XII. Posteriormente, nas inquirições de 1258, volta-se a declarar a igreja como de Sancti Vireximivi. Nas Memórias Paroquiais ou Dicionário Geográfico de Portugal (compilado em 1758 e que dizem respeito a um inquérito nacional para conhecimento da realidade local e levantamento dos danos provocados pelo terramoto de 1755) é revelada a sua localização dentro do espaço da igreja desta paróquia.

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