Grupo Coral Amanhecer

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O Coral Amanhecer nasceu em Outubro de 1973, sob a direção de Américo Ferreira e conta atualmente com 41 elementos. A sua atividade principal é ser mensageiro da alegria do Evangelho através do canto. Para isso, ensaia à quarta-feira às 21:30h e anima as celebrações dominicais das 11:00h na igreja matriz. Além disso, o Coral Amanhecer já cantou as janeiras, representou ao vivo o nascimento de Jesus Cristo, conviveu com outros corais, organizou passeios, participou em saraus, encontros de coros; e anima casamentos, participa em eventos de solidariedade e faz parte do Coro Paroquial. Para descontrair organiza vários convívios nos quais participam familiares e amigos. Anualmente, reúne para formação; refletindo o sentido da sua existência e aprofundando a sua fé, pois é fundamental para a sua subsistência. Momentos há em que nem tudo decorre como se deseja, mas nunca perdeu a coragem e a vontade de continuar, porque tal como S. Paulo, não é o Coral que vive, é Cristo que vive nele. O Coral Amanhecer acredita que em cada dia que desponta, os seus elementos despertam com uma nova esperança e forte vontade de viver, sempre renovados pela força imbatível de Cristo Ressuscitado.

Prudentes e com a chama acesa


Jesus advertiu e adverte os homens de todos os tempos, ensinando: "Também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá". A prudência do cuidado com a vida e a responsabilidade com que administramos tudo serão essenciais para este encontro. Se preparar neste sentido, significa ser prudente com a luz da consciência e coração acesos . O Catecismo afirma que é próprio da prudência «discernir o nosso verdadeiro b...em e escolher os meios adequados para realizá-lo»(n. 1806). Assim, temos que ter clareza que o nosso tempo neste mundo é curto e por isso não admite um enamoramento com a imprudência ou a desordem. Se tivermos Jesus como o centro da vida, descobriremos o sentido da missão que nos foi confiada, teremos um ideal humano que se torna divino, novos horizontes de esperança se abrirão à nossa vida e estaremos alertas aguardando sua chegada a qualquer hor






Tweet Papa Francisco, 31.8.2017

Foto de José Carlos Ferreira Pereira.

"Se estiver atento ao coração, vai descobrir-se perto do Senhor e dos outros". 

Tweet Papa Francisco, 31.8.2017


O zelo pelo pequeno


Foto de Anacleto Pe Ricardo.

O zelo pelas pequenas coisas de cada dia diz muito do caráter e das prioridades das pessoas. Quando se trata das coisas de Deus, ainda mais requer docilidade e sensibilidade. O que damos importância mostra de fato quem somos ou o que aspiramos. Zelar é sinônimo de cuidar, de primar e de se comprometer.
Ensina Jesus: " O zelo pela casa do Pai me consome". Quais coisas temos dado prioridade em nossa vida? Deus? Oração? Família? Os irmãos? O trabalho?....
Como necessitamos priorizar o zelo pelo pequeno e de acordo com a ordem de importância, senão seremos tragados pelo o que não edifica e nem sequer dá sentido à vida.
Abençoado dia a todos!




Tweet Papa Francisco, 30.8.2017

Foto de José Carlos Ferreira Pereira.

"O Evangelho convida, antes de tudo, a responder a Deus que nos ama e que nos salva, reconhecendo-O no próximo".

Tweet Papa Francisco, 30.8.2017


Meditação diária 30 agosto

Foto de Meditações diárias.

Vivemos num mundo em fuga a si mesmo. Cada vez mais se nota a necessidade humana de fugirmos a nós mesmos e colocarmos máscaras, para disfarçar aquilo que somos. Não se trata apenas de disfarçar o mal como a hipocrisia e a maldade apontadas por Jesus.
Temos cada vez mais consciência que mesmo o bem que há em nós é disfarçado. Temos medo de demonstrar sentimentos. Temos vergonha de dar testemunho da nossa fé. Não temos coragem de defender a justiça e limitamo-nos a lavar as mãos quando um irmão sofre alguma injustiça.
Viver de aparências não é saudável nem construtivo para uma sociedade humana. Não podemos dar uma imagem daquilo que na verdade não somos, pois deste modo, nunca podemos nos sentir felizes.
Mas o que é um hipócrita? É alguém que vive a ocultar a realidade, através de uma máscara de aparência. Por outro lado, a hipocrisia assume também um duplo sentido, quando alguém acredita que cabe num determinado grupo de normas morais e que a outro grupo pertenceriam outro grupo de normas morais
Uma pessoa hipócrita finge ter boas qualidades para ocultar aquilo que em si é mau. O hipócrita aponta os defeitos dos que o rodeiam para tentar que ninguém se aperceba dos seus defeitos.
Cristo é a verdade. Cristo é caminho de verdade. Aqueles que abraçam o caminho da fé devem procurar caminhar n verdade de si mesmo, sabendo-se frágil como um vaso de barro.
Deus conhece-nos e sabe que temos erros. Ele sabe que temos pecados e que, permanentemente, precisamos de conversão. Para quê viver de aparências? Para quê nos tentarmos enganar a nós mesmos, quando o Senhor nos conhece?
Caminhemos na verdade e deixemo-nos iluminar pela luz de Cristo. Ele que é Caminho, Verdade e Vida, nos ensine a viver na Verdade e nos mostre a luz do Seu amor misericordioso, até que possamos contemplar o Seu rosto.

Quarta-feira, 30 de Agosto de 2017
Santa Joana Jugan, Virgem e Fundadora
XXI Semana do Tempo Comum




Em tudo sempre a verdade



Foto de Anacleto Pe Ricardo.

No livro da Sabedoria 3,4, diz que: "E se diante dos homens sofreu tormentos, sua esperança está repleta de imortalidade".
Assim foi o testemunho ardente de amor pela verdade que recebemos de João Batista. Anulou-se e deu sua vida para testemunhar o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Anunciou a verdade sobre, que aliás é o próprio Jesus e, mesmo diante dos tormentos, não se vendeu e nem voltou atrás, era virtuoso, pois tinha caráter. Um dos sintomas da falta de confiança hoje em dia entre as pessoas é justamente porque as pessoas estão crescendo ou sendo mal formadas, sem ao menos buscar a coerência de vida pautada pela verdade. Deus é a verdade, na ausência do que é autêntico, tudo acaba se construindo na superficialidade e
na desordem. Mesmo que sejamos ridicularizados ou perseguidos, não podemos usurpar o desígnio de Deus sobre a vida e as coisas criadas. Olhando para o testemunho de S. João Batista, que foi martirizado pela tirania dos falsos e mentirosos, não tenhamos receio, pois a nossa vida e esperança está nas mãos Daquele que nos premiará com a imortalidade, porque a sua VERDADE jamais passará, já a mentira, será desmascarada e vencida pela luz divina.
Bom e abençoado dia a todos.



Meditação diária 29 agosto

Foto de Meditações diárias.
 
A palavra de João era muito tida em conta por Herodes, pois dava testemunho da Verdade que é Cristo. A sua vida foi consagrada a anunciar a vinda do Messias, desde o ventre materno onde faz com que Isabel reconheça que aquele que se gera no ventre de Maria é o Filho do Altíssimo.
Não podemos deixar de ter presente que, no encontro destas duas mulheres, o menino que Isabel trazia no seu seio exultou de alegria e faz com que sua mãe diga: De onde me é dado, que venha ter comig
o a mãe do meu Senhor.
Enquanto pregava um batismo de conversão, João dizia que, depois de si viria Aquele que batizaria na água e no fogo. Quando Jesus se aproximou de João para que este o batizasse, João aponta Jesus como o Cordeiro de Deus que tira o e a do mundo.
Hoje, celebramos a glorificação de João. Celebramos o seu Martírio, ou o seu nascimento para o reino dos Céus. No testemunho que nos é dado, João perde a vida injustamente. Porem não a perde. O cristão acredita que o martírio por amor ao Reino dos Céus é porta aberta para tomar parte na comunhão dos Santos.
A vida de João, foi uma contínua busca da justiça. Foi um contínuo procurar estabelecer no mundo o reino de paz e concórdia. Ao olharmos para o testemunho de João, somos desafiados a morrer para o egoísmo e tornarmo-nos dom. Somos chamados a baixar as armas e a erguer estandartes de paz.
Deus envia-nos a anunciar a paz e o amor, dando-nos a consciência de que anunciar o reino pode levar ao sofrimento. Porém, mostra-nos que no caminho da fé, o homem nunca está sozinho.
Abramos os olhos do nosso coração e sejamos capazes de contemplar já hoje o rosto de Cristo, para que ao partirmos deste mundo, possamos contemplá-Lo face a face na glória do Pai.
Tal como João, saibamos ser caminho para Deus e não nos cansemos de O anunciar com a nossa vida, para que olhar para nós, muitos tenham desejo de O seguir.
 
Terça-feira, 29 de Agosto de 2017
Martírio de São João Baptista
XXI Semana do Tempo Comum
 
 

Tweet Papa Francisco, 28.8.2017

Foto de José Carlos Ferreira Pereira.
"Fizeste-nos para Ti e inquieto está o nosso coração enquanto não repousa em Ti”
(Santo Agostinho, As Confissões, I, 1,1)

Tweet Papa Francisco, 28.8.2017
 
 
 
 

A aliada dos filhos de Deus

Foto de Anacleto Pe Ricardo.

Na vida existem muitas pessoas que praticam a falsa humildade, elas desenvolvem-na disfarçadamente. Muitos se apresentam pelo o que não são, tentam se promover por algum tipo de interesse pessoal, mesquinho e falso. Sabemos que isso não convence e nem ajuda no crescimento de ninguém, só afasta as pessoas. Não deixemos de fazer o nosso caminho, independentemente daqueles que ainda não a compreenderam e usam de artimanhas para ganhar vantagens. Aprendamos com Jesus que é manso e humilde de coração. A humildade, nos ensina o Senhor: vem acompanhada da gratuidade, sem interesses de vantagens.
Cuidemos para não afastar as pessoas das nossas vidas, o orgulho mata. Destruamos o monstro do próprio "eu". A humildade é essencial para se relacionar com as pessoas, para construir a comunhão, ela é a melhor aliada para os filhos de Deus desenvolverem a fé com coerente compromisso. Que reencontremos o caminho da virtude da humildade em nossas vidas.
Abençoada semana a todos!



Meditação diária 28 agosto

Foto de Meditações diárias.
 
Hoje relembro uma frase de Santo Agostinho que, de certo modo, estabelece uma ligação com o Evangelho que hoje nos é proposto. “Fizestes-nos para Ti, Senhor, e o nosso coração está inquieto enquanto não repousar em Ti.”
Cada homem, criado à imagem e semelhança de Deus, foi criado para ser dom de Deus no meio do mundo. Ser dom, é saber dar-se aos outros. É confiar-se nas mãos de Deus e oferecer-se sem medo aos desígnios do Pai.
Jesus mostra-nos que o que vale mais aos olhos de
Deus não é aquilo que fazemos mas a oferta de nós mesmos em favor dos outros. Deste modo, tomamos consciência de outras dimensões, tais como, de que nos serve participar nos sacramentos, se continuamos a alimentar ódios com os nossos irmãos?
Muitas vezes, apresentamo-nos diante do Senhor, procurando ocultar-lhe aquilo que de menos bom trazemos em nosso coração. Fazemos grandes ofertas, apresentamo-nos com o que de melhor temos e isso é importante, pois reconhecemos os dons que apresentamos ao altar em acção de graças pelo que o Senhor nos concede.
Na verdade, é importante a oferenda. Porém, importa que o nosso coração esteja habitado por sentimentos de verdadeira caridade.
Nós fomos criados por Deus e criados para Deus. Fomos criados pelo amor e gerados num amor infinito que nos faz ser mais e melhores. Não é apenas sermos bonzinhos mas sim, sermos mais para os outros, de modo que a nossa oblação seja total e não apenas de bens.
Deus criou-nos para Si. Criou-nos para o bem e para a verdadeira caridade. Criou-nos para sermos mais para os outros e sabermos nos dar por inteiro e em verdade.
Como testemunho de dom está Cristo, que Se entrega no alto da cruz, não para protagonismo, mas desinteressado e assim, faz-nos reconhecer que a nossa vida é dom de Deus e que apenas repousaremos verdadeiramente, quando o nosso coração puder descansar no Seu regaço paterno.
O altar é o nosso coração. A oferenda a nossa vida. No entanto, só podemos colocar diante de Deus a nossa vida, quando o nosso coração se configurar com Ele.

Segunda-feira, 28 de Agosto de 2017
Santo Agostinho, Bispo e Doutor da Igreja
XXI Semana do Tempo Comum


Meditações diárias
 

Completar o que foi começado

Foto de Anacleto Pe Ricardo.

No Salmo 137 aprendemos que a obra de Deus não inicia e nem se encerra em nós, porém por sua misericórdia somos chamados a correspondê-la como seus colaboradores e instrumentos. Jesus é o artífice de toda obra e chama a todos para continuar sua missão no mundo, comunicando a vida nova da ressurreição, do amor que não morre, mas que salva e liberta o homem de todo o mal.
Que neste domingo, reavivamos o compromisso com Deus e deixemo-nos conduzir pela sua vontade amabilíssima, para comprimirmos mais eficazmente a missa que recebemos neste mundo.
Bom domingo a todos!

Tweet Papa Francisco, 27.8.2017

Foto de José Carlos Ferreira Pereira.
 
Quantas mães derramam hoje lágrimas, como Santa Mónica, para que seus filhos voltem para Cristo! Não percam a esperança na graça de Deus!

Tweet Papa Francisco, 27.8.2017


José Carlos Ferreira Pereira

 
 


Meditação diária 27 agosto

Foto de Meditações diárias.
 
O Evangelho apresenta-nos com grande riqueza a meditação em torno de Jesus e apenas na Sua pessoa, mais do que na Sua ação. Ao olharmos para Jesus, corremos o risco de contemplar um grande Mestre, com palavras que nos transmitem verdadeira sabedoria e conhecimento muito abrangente, não só da realidade do Seu tempo, mas também acerca do futuro.
Ao olharmos para a questão de Jesus, verificamos que há necessidade de se esclarecer quem é mesmo aquele homem. Jesus não quer dar na
s vistas, mas quer dar a conhecer aquilo que Ele é – o Messias; o Filho de Deus.
A resposta inicial dos Apóstolos, mostra aquilo que os outros vêm em Jesus, ou a quem O comparam. Tal como hoje, podemos falar de um Jesus que ouvimos e equipará-Lo a um qualquer outro personagem que admiramos por aquilo que ele faz ou significa para nós.
E nós? E eu? Quem digo que é Jesus?
Olhemos para Pedro. Contemplemos a simplicidade e prontidão da resposta de um homem simples, que mais do que procurar uma grande explicação filosófica, histórica ou teológica, não teme em manifestar aquilo que o seu coração experimenta.
O encontro com Cristo deve dar-nos esta prontidão para reconhecer n´Ele, o Filho de Deus vivo. Assim, a nossa profissão de fé, cada vez que rezamos o credo será mais intensa e verdadeira. Não nos basta dizer que cremos em Jesus Cristo. É preciso nos relacionarmos com Ele. É preciso abrirmo-nos á Sua graça e ao Seu amor.
O denominado “poder das chaves” confiado a Pedro, é confiança que o Senhor deposita nos Apóstolos e Seus sucessores unidos ao Sucessor de Pedro. Em nome do Senhor Jesus, estes gerem um grande tesouro. Eles estão no mundo na pessoa de Cristo, como sinais do Seu amor e da Sua misericórdia. Não são meros dispensadores de bens e graças, mas são sim, sinal de uma presença que os transcende. Não estão em nome próprio, mas representam a Cristo, o Filho amado de Deus.
Como Pedro, não tenhamos medo de abraçar e professar a nossa fé em Cristo.
 
Domingo, 27 de Agosto de 2017
Santa Mónica, Mãe de Santo Agostinho
XXI Semana do Tempo Comum
 
 

Tweet Papa Francisco, 26.8.2017


Foto de José Carlos Ferreira Pereira.
 
A Virgem Maria alcance para nós a graça de sermos fortemente animados pelo Espírito Santo, para testemunhar Cristo com franqueza evangélica.
 
Tweet Papa Francisco, 26.8.2017
 


Meditação diária 26 agosto

 
A lei de Deus não é impossível de observar. Não é algo para viver apenas na teoria mas sim para pôr-se em prática no nosso dia-a-dia. Porém, assistimos frequentemente a um moralismo falso, ou a imposição de determinadas normas que muitas vezes não somos capazes de seguir.
Jesus diz que a Sua lei é verdadeira e por isso devemos escutá-la e pô-la em prática. Assim se reconhece que ao homem foi dada a possibilidade de discernimento, ou seja, face ao testemunho que temos diante d
os nossos olhos, o Senhor pede que sigamos a Sua Lei.
A vida humana é frágil. Habituamo-nos a impor aos outros pesados fardos que não somos capazes de carregar. Porém, aquilo que ouvimos dizer ser da vontade de Deus deve ser seguido, ainda que não tenhamos um testemunho coerente com aquilo que nos dizem. Se é de Deus é se somos capazes de reconhecer que aquela voz que escutamos é de Deus, não tenhamos medo em suportar em nossos ombros aquilo que outros se recusam a pegar.
Quando Jesus nos chama a fazer e a observar tudo o que nos dizem, está como que a condenar a hipocrisia que muitas vezes se nota em nós. Quantas vezes ainda dizemos uma coisa e praticamos outra?
O Senhor ensiná-los que o nosso tempo precisa concentrar no essencial, pois é tempo de parar e olharmos para a nossa vida. Hoje, verificamos que a nossa condição de pecadores nos coloca diante desta condição de hipocrisia, no sentido de muitas vezes desejarmos fazer o bem mas acabarmos por fazer o mal, mesmo inconscientemente.
O nosso coração deseja comprometer-se com Deus, na fidelidade à escuta e observância da Sua palavra, porém, continuamente erramos e desviamo-nos dos caminhos que o Senhor reservou para nós.
O amor de Deus não tem limites. Por muito grande que seja o nosso pecado, Deus ensina-nos a reconhecê-lo e a deixarmos que Ele mesmo nos tome pela mão.
Não sejamos fariseus. Não imponhamos aos outros aquilo que os nossos ombros não são capazes de suportar e não apontemos aos outros os erros que muitas vezes cometemos e camuflados.
O homem pode enganar-se a si mesmo e até aos que o rodeiam, mas não pode enganar a Cristo.
 
Sábado, 26 de Agosto de 2017
Santa Maria no Sábado
XX Semana do Tempo Comum
 

Meditação diária 25 agosto

Foto de Meditações diárias.
 
Os discípulos que caminhavam com o Senhor não foram capazes de interpretar que o maior de todos os mandamentos era o amor, porém, ao interrogaram-No, Jesus serve-se de uma passagem do Antigo Testamento, mais concretamente do livro do Deuteronómio para explicar que o maior de todos os mandamentos é o amor a Deus e ao próximo.
Nos nossos dias, persiste a questão: Como podemos amar a quem não conhecemos? Por vezes, verificamos que ainda olhamos para Deus como um desconhecido, um...
sem rosto. Como que desvalorizamos o mistério da Encarnação do Verbo no ventre de Maria. Somos, por vezes, tão incrédulos, que olhamos para Cristo como se este fosse apenas mais um profeta.
Possivelmente, a maior dificuldade que encontramos é falar de amor. Custa-nos falar de sentimentos tão grandes. É difícil, vivermos de coração aberto aos outros e sermos capazes de nos darmos totalmente a alguém. Mais ainda, quando esse alguém é o próprio Deus.
Amar com toda a alma. Amar com alma é colocarmo-nos sem reservas diante do Senhor, reconhecendo as nossas fragilidades mas sabendo-nos amados por Ele.
Um dos pontos mais difíceis para a nossa condição humana, é olharmos para Cristo e reconhecer o maior ato de amor que é a Sua entrega livre nas mãos dos Seus inimigos. Mais ainda, como que nos fere também a nós, a nossa incapacidade de reconhecer que, o maior testemunho do amor de Deus por nós, foi selado pelo sofrimento e morte do Seu Filho.
Jesus diz-nos que não há maior prova de amor do que dar a vida pelos seus amigos. Amar a Deus é, desde sempre, a manifestação do nosso amor pelo outro, em quem Deus se manifesta. Assim cumpriremos na nossa vida o Evangelho que nos diz: Quando o fizerdes aos Meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fareis.
Na verdade, amar a Deus não é fácil, particularmente quando não somos capazes de meditar o mistério da cruz onde o Senhor sofre e dá a vida por amor a cada um de nós.
 
Sexta-feira, 25 de Agosto de 2017
São Luís de França
XX Semana do Tempo Comum
 
 

Tweet Papa Francisco, 25.8.2017




Ser homens e mulheres de Igreja significa ser homens e mulheres de comunhão.

Tweet Papa Francisco, 25.8.2017


José Carlos Ferreira Pereira

Meditação diária 24 agosto

Foto de Meditações diárias.
 
Ao olharmos este Evangelho verificamos logo à partida, um erro tão comum nos nossos dias. “De Nazaré pode vir alguma coisa boa? “ Este comentário torna-se cada vez mais comum aos nossos ouvidos, num mundo cada vez mais multicultural, ainda caímos no erro de desvalorizar o outro pela sua cor, pela sua raça, pela sua nacionalidade, pela sua fé…
Jesus, sendo judeu, foi menosprezado pelos seus. No entanto, não fez seleção daqueles por quem iria dar a Sua vida.
Todos nós, homens...
, temos em nós essa marca do bem. Fomos criados para o bem e o bem maior é sabermos aceitar o outro na sua diferença. O homem, na sua essência, não tem o direito de apontar o dedo ao outro, pela sua diferença. Como diz o povo e com razão, quem tem telhados de vidro não deve andar à pedrada.
Todos nós temos fragilidades. Todos nós somos diferentes, mas é na nossa diferença que Deus nos ama. É na nossa fragilidade que Ele revela o Seu amor misericordioso. É no dom de Cristo na Cruz, que Ele nos mostra que a Deus ninguém está isento de pertencer ao rebanho que Ele mesmo apascenta.
É curiosa a resposta de Filipe - vinde ver. Só conhece o amor de Deus, aquele que se relaciona com Ele. No entanto, não nos basta dizer que somos muito amigos de Deus e, por exemplo, numa dificuldade, somos capazes de o acusar do mal que padecemos.
Por outro lado, cada um de nós é chamado a ser colocado Filipe. Vinde ver. Numa época tão conturbada como a nossa, em que se vivem sucessivos ataques à Igreja, quando nos apontam é dizem poderá vir algo de bom… a nossa resposta deve ser – vinde ver.
Vinde ver a grandeza do amor de Deus que se manifesta nos sacramentos. Vinde ver o amor de Deus nos irmãos que se entregam à oração, à contemplação, à caridade desinteressada…
Somos capazes disto? Estamos dispostos a isto? Já reconhecemos a bondade de Deus, para a podermos testemunhar ardentemente, de forma a chamar muitos outros ao caminho de Deus?
O Filho de Deus serviu-Se de uma comunidade simples como a de Nazaré para nascer.
 
Quinta-feira, 24 de Agosto de 2017
São Bartolomeu, Apóstolo
XX Semana do Tempo Comum
 
 

Tweet Papa Francisco, 24.8.2017

Foto de José Carlos Ferreira Pereira.
 
Os homens precisam de esperança para viver e do Espírito Santo para esperar.
Tweet Papa Francisco, 24.8.2017

José Carlos Ferreira Pereira
 

Meditação diária 23 agosto

Foto de Meditações diárias.
 
O constante apelo à conversão humana, alerta o homem para a consciência que a sua vida deve ser levada com humildade. A conversão é um caminho contínuo que requer uma transformação profunda dos corações, que são capazes de se tornar pequenos ao reconhecerem a grandeza do amor de Deus e da humildade profunda que Ele mesmo viveu.
O Evangelho que lemos, propõem como que um estatuto e distinção entre primeiros e últimos. É quase como que um incentivo à disputarmos títulos, procu
rando lugares de destaque e, como verificamos no nosso tempo, há quase que um alimentar de rivalidades, em que se utilizam todos os meios para atingir os fins que desejamos. Será isto que o Senhor nos pede?
Aos olhos de Deus não há títulos. O Senhor não De deixa comprar ou iludir por títulos. O único título que o Senhor nos dá é o de irmãos. Com base neste, Jesus desafia-nos a viver em espírito de verdade e de amor. Em espírito de humildade, de caridade e de dom.
Entre irmãos, nenhum se deve destacar. Os cristãos são irmãos em Cristo, pois receberam o Espírito de adoção filial que a todos faz ter Deus como Pai.
O homem, tendo tirado os olhos de Deus, continua a falhar. Continua a disputar lugares de destaque entre si. Continua a desviar-se do sentido primeiro da nossa criação. Fomos criados para o amor.
Só o homem que se abre ao amor de Deus é capaz de amar o seu próximo com os mesmos sentimentos que habitam o coração de Cristo e só assim, neste amor que é verdadeira caridade, poderemos encontrar o primeiro lugar no reino dos Céus.
Para quê continuar a lutar e a alimentar guerras para conseguir um lugar que é passageiro? Deus chamar-nos a dar sem medida aquilo que temos e de Suas mãos recebemos, para podermos alcançar um lugar no reino dos Céus.
A humildade é a chave mestra de acesso ao céu. A escuta é sinal de humildade, pois através dela, o homem aprende a caminhar com os outros.
Ser humilde e ter a capacidade de olhar para os outros como superiores a nós, porque se servem da sua experiência para nos ensinar a caminhar em cada dia ao encontro de Deus.
 
Quarta-feira, 23 de Agosto de 2017
Santa Rosa de Lima, Virgem
XX Semana do Tempo Comum


 

Tweet Papa Francisco, 23.8.2017

Foto de José Carlos Ferreira Pereira.
 
 
O Senhor está perto daqueles que são vítimas de antigas e novas escravidões: trabalhos desumanos, tráficos ilícitos, exploração.

Tweet Papa Francisco, 23.8.2017


José Carlos Ferreira Pereira

 
 

Pe. Antonio Manuel Ramires

Foto de Pe Antonio Manuel Ramires.
 
A Virgem Santa Maria
22 Agosto
 
A festa litúrgica de “A Virgem Santa Maria, Rainha”, ou da realeza de Maria, foi auspiciada por alguns congressos marianos a partir do ano de 1900. Em 1925, Pio XI instituiu a festa de Cristo Rei. Em 1954, na conclusão do centenário da proclamação do dogma da Imaculada Conceição, Pio XII anunciou esta festa para o dia 31 de Maio. Na reforma do calendário, promovida pelo Vaticano II, a festa foi fixada na oitava da Assunção de Nossa Senhora, a 22 de Agosto, para manifestar a conexão que existe entre a realeza de Maria e a sua Assunção ao céu.
 

Meditação diária 22 agosto

Foto de Meditações diárias.
 
Sempre que meditamos nos Evangelhos acerca do mistério da Encarnação, somos profundamente tocados pelo mistério de amor que acontece no ventre de Maria, de tal modo que, o seu sim, é sinal do grande amor a Deus, que habitava no seu coração.
Através do mistério da Encarnação, toda a humanidade é gerada no ventre de Maria. Ao fazer-se um de nós, Cristo toma a nossa vida nas Sua mãos e regenera-nos. Ele faz de nós novas criaturas.
Celebrar Maria como Rainha, é reconhecer nela ...
a grandeza das maravilhas que Deus operou no seu ventre e através dela, na humanidade ao longo das gerações que a invocam como Mãe, como Rainha e Senhora de toda a criatura que existe na Terra e nos Céus.
Ao fixarmos nela o nosso olhar não podemos ignorar que Deus se serviu de uma criatura humana para trazer ao mundo o Seu Filho amado. Deste modo, não podemos dizer que Deus não se serve de nós, para fazer-se chegar ao mundo. Somos, tal como Maria, anunciadores da Boa Nova. Estamos ao serviço do Evangelho.
Maria é sinal da primeira a igreja. Tendo sido escolhida entre a mais frágil das criaturas, Maria assume papel que demonstra a sua fortaleza. Ela torna-se alicerce para os fracos; Ela é considerada o refúgio dos pecadores e auxílio de todos os cristãos.
Em Maria, encontramos o porto de abrigo nas nossas necessidades e o caminho que nos conduz até Deus. Nela encontramos o regaço materno sempre pronto para nos acolher.
Ela é coroada como Rainha, mas preserva a sua humildade. Assume sim. O papel de Mãe sofrendo connosco as nossas dores, como sofreu as dores de Cristo junto à Cruz. Sendo Mãe, exulta connosco nos momentos de alegria e ensina-nos a louvar o Senhor pela obra das Suas mãos, em nós, através de nós e apesar de nós.
O que nos pede? Um sim. Um sim de quem se une intimamente a Deus e diz com todo o coração , faça-se em mim segundo a Vossa Palavra.
Contemplemos Maria, Mãe e Rainha de toda a Igreja e aprendamos dela a ter um coração de servo.

Terça-feira, 22 de Agosto de 2017
Virgem Santa Maria, Rainha
XX Semana do Tempo Comu
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Tweet Papa Francisco, 22.8.2017

Foto de José Carlos Ferreira Pereira.
 
Quando estamos um pouco tristes, quando parece que tudo dá errado, pensemos: “Deus me ama; Deus não me abandona”.

Tweet Papa Francisco, 22.8.2017


José Carlos Ferreira Pereira
 
 

Meditação diária 21 agosto

Foto de Meditações diárias.
 
Seguir Jesus implica morrer. Implica deixar tudo. Implica confiança, fé, amor. O seguimento de Jesus, requer uma grande humildade de coração para que o Seu amor nos faça segui-Lo com todo o nosso coração, com toda a nossa alma e com tudo aquilo que somos.
Na linguagem bíblica, ser perfeito é sinónimo de ser santo. Não se trata de sermos certinhos ou perfeitinhos. A perfeição que o Senhor nos mostra é aquela que os santos souberam interpretar e ao interpretar souberam seguir o
exemplo de Cristo, mestre e senhor da verdadeira santidade.
O que fazer então para podermos ser santos como o Senhor nos diz? Vai, vende o que tens. Assim nós elucida o Senhor para que, além de vivermos de coração agradecido por aquilo que temos, sejamos humildes para reconhecer que o que temos não é nosso, mas é antes, dom de Deus.
Alcançar a santidade, não é um mérito próprio. É saber resignar ao desnecessário para por aquilo que temos em favor de um bem maior. É também o sabermos abdicar de prazeres passageiros com a intenção de confiarmos totalmente no Senhor.
O homem tende a viver cada dia como se fosse o último. Vive em busca de acumular bens terrenos e esquece-se que o tesouro válido aos olhos de Deus nada tem a ver com os bens que temos. A graça é o amor de Deus não está à venda. Não podemos comprar um bilhete para nos encontrarmos com o Senhor.
Então que tesouro é este que nos fala o Evangelho? Que bens tão grandes podem ser superiores ao ouro e à prata?
Estar na plena comunhão com Deus. Contemplá-Lo face a face. No entanto, ao pormos as coisas nestes termos, temos consciência que é grande o que o Senhor nos promete e pensamos que a Santidade é algo inatingível. Porém, o Senhor mostrá-lo que a Sua entrega na Cruz é o testemunho, na primeira pessoa, de que ao darmos a vida e confiarmos no Senhor, Ele permanece connosco, fortalecendo a nossa caminhada para sermos santos como Ele é Santo.
Não tenhamos medo de seguir o exemplo que Jesus nos deixou. Tomemos aos nossos ombros aquilo que Ele nos dá a viver em cada dia e alcançaremos a Sua graça.

Segunda-feira, 21 de Agosto de 2017
São Pio X, Papa
XX Semana do Tempo Comum



 

Tweet Papa Francisco, 21.8.2017

Foto de José Carlos Ferreira Pereira.
 
"Que o Espírito dê paz ao mundo inteiro; cure as chagas da guerra e do terrorismo".

 Tweet Papa Francisco, 21.8.2017


José Carlos Ferreira Pereira


 

Evangelho do dia 20 agosto

Foto de Pe Antonio Manuel Ramires. 

EVANGELHO DO DIA
EVANGELHO Mt 15, 21-28
«Mulher, é grande a tua fé»

 
Esta leitura vem culminar as duas anteriores, que excecionalmente coincidem todas no mesmo ponto: Deus dirige o seu apelo a todos os homens, mesmo aos de fora do povo judeu. A mulher cananeia é estrangeira em relação ao povo de Israel, mas, pela fé, tornou-se mais próxima do Senhor do que muitos desse povo, que O rejeitaram. É a fé que aproxima de Deus, e não o sangue.
 
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, Jesus retirou-Se para os lados de Tiro e Sidónia. Então, uma mulher cananeia, vinda daqueles arredores, começou a gritar: «Senhor, Filho de David, tem compaixão de mim. Minha filha está cruelmente atormentada por um demónio». Mas Jesus não lhe respondeu uma palavra. Os discípulos aproximaram-se e pediram-Lhe: «Atende-a, porque ela vem a gritar atrás de nós». Jesus respondeu: «Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel». Mas a mulher veio prostrar-se diante d’Ele, dizendo: «Socorre-me, Senhor». Ele respondeu: «Não é justo que se tome o pão dos filhos para o lançar aos cachorrinhos». Mas ela insistiu: «É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos». Então Jesus respondeu-lhe: «Mulher, é grande a tua fé. Faça-se como desejas». E, a partir daquele momento, a sua filha ficou curada.
  
A Eucaristia oferece, por excelência, a aprendizagem de nos colocarmos diante no Senhor na oração de comunhão e de experimentarmos a doação recíproca na sua totalidade.

 

Tweet Papa Francisco, 20.8.2017

Foto de José Carlos Ferreira Pereira.
 
"Nós precisamos de redescobrir continuamente o amor e a misericórdia do Senhor para desenvolver a familiaridade com Deus".

 Tweet Papa Francisco, 20.8.2017


José Carlos Ferreira Pereira

Meditação diária 20 agosto

Foto de Meditações diárias.
 
Apenas um só conhece a nossa fé, pois só Ele conhece os sentimentos que trazemos no nosso coração. Nós, conhecemos o exterior. Conhecemos aquilo que vemos ou aquilo que nos dizem acerca de nós.
Coloquemos o nosso olhar naquela mulher. Procuremos durante algum tempo, compreender que sentimentos reinavam no coração daquela pobre alma. À primeira vista uma mulher que, sendo mãe, sofre a dor de ver a sua filha a sofrer. Mas que a leva a recorrer a Jesus? O que é que os seus olho
s veem em Cristo que podem não reconhecer noutro homem qualquer? Até questionamos mais: quem é este homem?
À primeira vista, poderíamos afirmar ser uma mulher que olha para Cristo como um curandeiro. Mas não. Cristo reconhece no grito daquela mulher uma enorme fé. O Seu silêncio torná-lo ensurdecedor para os discípulos que não percebem aquilo que podia ser uma certa indiferença em relação ao apelo da mulher.
A mulher olha para Cristo naquilo que Ele é na Sua essência. A mulher reconhece em Cristo um amor profundo e uma misericórdia maior, de tal modo que implora o Seu perdão.
Quando o olhar de Cristo se cruza com o daquela mulher, o Senhor mostra por ela grande compaixão. De certo modo, podemos contemplar o olhar de Maria quando junto à Cruz, perde o Seu Filho. Jesus compadece-se porque conhece o amor.
Porém, diante do apelo da mulher, Jesus mostra que aquela mulher simples que os discípulos pensam estar a importuná-Lo, já se encontrou com Deus e esta está mais próxima da salvação.
É grande a tua fé, disse-lhe Jesus. E nós? Quando nos dirigimos ao Senhor, sabemos o que estamos a pedir? Pedimos com verdadeira fé e confiança que Ele nos dá, a Seu tempo, aquilo que necessitamos?
Deus não Se esquece de nós. Ao olhar para nós, interpela-nos a viver com uma fé mais adulta. Chama-nos a confiar mais n’Ele e no Seu amor misericordioso. Diante dos nossos erros, não se cansa de nos estender a mão para nos erguer e ajudá-los a continuar a caminhar.
 
Domingo, 20 de Agosto de 2017
XX Semana do Tempo Comum


Meditação diária 19 agosto

Foto de Meditações diárias.
 
O amor de Cristo pelas crianças manifesta claramente o Seu amor pela simplicidade e naturalidade das crianças. Do mesmo modo, o Senhor interpela-nos a sermos como as crianças.
Santa Teresinha do Menino Jesus fala-nos que para atingirmos a infância espiritual é necessário fazer o caminho da Cruz. Como afirma ainda a mesma Santa, Deus chama à santidade não somente as grandes almas, mas também uma legião de almas pequeninas"
São grandes os testemunhos que nos nossos dias são sin
ais desta infância espiritual. Contemplamos o mistério de Cristo a acontecer na vida humana, particularmente naqueles que são capazes de reconhecerem-se pequenos, face a um Deus tão grande e que foi capaz de fazer-Se pequeno; fazer-se servo.
A infância espiritual não é sermos ingénuos ou não questionarmos aquilo que acreditamos. Cada um de nós é chamado a crescer na fé, professando como São Paulo: que Ele cresça e eu diminua.
Diminuir aos olhos de Deus não é sinal de inferioridade. Ele mesmo diz que não escolhe os sábios e inteligentes mas capacita os humildes. Desta forma, verificamos que a humildade e a docilidade à Palavra, ensiná-los o caminho para a santidade.
Cristo promete o reino dos céus aos que forem como as crianças. Promete o reino dos céus aos que se dispuserem a viver na verdade de si mesmos e acolham a Sua vontade.
Ao olhar para a Virgem Maria, verificamos que a humildade faz com que o Seu coração apenas pronuncie o Faça-se. Cumpra-se na vossa serva a Vossa vontade. Em Maria, contemplamos uma entrega generosa que se manifesta na entrega total da sua vida, desde a conceção de Jesus no seu ventre até à Sua Ascensão aos céus.
Maria não é uma criança, mas mostra k coração verdadeiro e totalmente entregue a Deus e a Sua vontade. Um coração humilde e generoso que não teme nenhuma barreira. Ao limite, vemos um coração aventureiro, de quem abraça generosamente um projeto que não é Seu e confia.
Sejamos como as crianças. Vivamos a aventura da fé, conscientes de não estarmos sozinhos, em nenhum momento da caminhada da vida.
 
Sábado, 19 de Agosto de 2017
São João Eudes, Presbítero
XIX Semana do Tempo Comum


Tweet Papa Francisco, 19.8.2017

Foto de José Carlos Ferreira Pereira.

"Rezo por todas as vítimas dos atentados destes dias. Que a violência cega do terrorismo não encontre mais espaço no mundo".

 Tweet Papa Francisco, 19.8.2017


José Carlos Ferreira Pereira

Meditação diária 18 agosto

Foto de Meditações diárias.
 
Nos nossos dias o laço esponsal é banalizado e extremamente desvalorizado. Infelizmente, não olhamos para o vínculo matrimonial com tudo o que lhe está inerente. Assiste-se a uma cultura da libertinagem e não somos capazes de assumir um compromisso.
O Evangelho não diz que o homem ou a mulher que se unem, devem desligar-se dos seus progenitores. Pelo contrário, reconhece que há laços que são fundamentais na vida humana. No entanto, aqueles que se unem pelo vínculo matrimonial...
, devem viver esta unidade, ou como afirma a Sagrada Escritura, são desde então, uma só carne.
O homem é a mulher que decidem partilhar as suas vidas devem tomar consciência que já não vivem para si mesmos. Porém, não podem descurar que a sua vida é sempre partilhada com um elemento que não é visível.
A união esponsal não se trata apenas de uma união carnal ou civil de duas pessoas. Não é apenas partilhar o mesmo espaço, os mesmos bens. É sim, o viver inteiramente unidos a Cristo e seguindo o exemplo da aliança que Cristo estabelece com a Sua Igreja.
Cristo amou tanto a Igreja que deu a Sua vida por ela. Selou essa mesma aliança com o próprio sangue. Deste modo, o homem encontra em Cristo o testemunho mais completo do sair de si mesmo para dar-se aos outros.
A fecundidade do matrimónio, não se reduz ao acto de procriar. Esta fecundidade apenas se manifesta quando se atinge esta consciência de sermos dom para os outros.
O casal que deixa tudo para se unir pelo Sacramento do matrimónio, é dom excelso de Deus que continua a chamar o Seu povo a viver inteiramente no Seu amor. As duas pessoas que se unem, não estão sós. Não estão confiados a si mesmos. Entre os dois há um elo de ligação. É uma relação com três intervenientes: o homem, a mulher e Deus.
Se em Cristo formamos um só corpo, como afirma São Paulo, esta dimensão está mais saliente quando duas pessoas abandonam o seu lar paterno para serem eles próprios uma nova morada onde Deus habita.
 
Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017
Santa Helena, Mãe do Imperador Constantino
XIX Semana do Tempo comum


Meditação diária 17 agosto

Foto de Meditações diárias.
 
Misericórdia. Um tema profundamente abordado ao longo do último ano litúrgico é que constantemente deve ser abordado por nós, seres frágeis e necessitados de sentir a misericórdia divina.
Todo o homem que professa a fé em Cristo não se deve deixar levar pela falsa certeza de que é possível viver sem o perdão de Deus, manifestado em tão nobre ato de amor, por parte daqueles que, sendo instrumentos da misericórdia, dão sinal do amor de Deus dizendo: eu te absolvo de todos os ...
teus pecados. Vai em paz e não tornes a pecar.
Frágeis como somos, todos os dias devemos ser capazes de é olhar para nós mesmos, analisando onde é que falhamos e onde podemos melhorar. Quando erramos, o convite que o Senhor nos faz é, que procuremos voltar ao caminho do bem e nos deixemos reencontrar por Ele.
O mundo do nosso tempo não é capaz de perdoar pois afastou-se de Deus é já não está disposto a perdoar. Muitas vezes, nós próprios, somos um obstáculo ao amor misericordioso de Deus. Iludimo-nos com falsas certezas de que tudo podemos e vamos ficando com o coração empedernido.
O problema da autossuficiência humana é um problema antigo. Convencemo-nos que somos capazes de vivermos sem Deus mas caímos. Essas quedas, quando não são reparados os danos causados, podem até camuflar-se mas interiormente criam feridas mais profundas.
A resposta de Jesus a Pedro faz-nos tomar consciência de que também nós, devemos ser capazes de perdoar os outros sem limites. Se o próprio Cristo não se cansa de nos perdoar a nós, porque havemos de criar limites ou tabelas com o número de vezes que podemos perdoar os nossos irmãos?
Não tenhamos medo de nos reconhecermos frágeis. O ser capaz de pedir perdão e de perdoar não é sinal de fraqueza humana mas sim de nobreza de coração, que ao reconhecer-se frágil e necessitado de amor, torna-se capaz de amar mais ao jeito de Cristo.
Podemos adotar como lema para a nossa vida: ama e serás amado. Perdoa para serdes perdoado.
 
Quinta-feira, 17 de Agosto de 2017
Santa Beatriz da Silva, Virgem
XIX Semana do Tempo Comum


 

Tweet Papa Francisco, 17.8.2017

Foto de José Carlos Ferreira Pereira.
 
"Nada te impeça de viver e de crescer na amizade do Pai Celeste, e de testemunhar a todos a Sua infinita bondade e misericórdia".

 Tweet Papa Francisco, 17.8.2017


José Carlos Ferreira Pereira

Meditação diária 16 agosto



No mundo em que vivemos, frequentemente se assiste a grandes aglomerados de pessoas, por motivos que divergem consoante as situações. Centros comerciais, futebol, ou até mesmo por motivos profissionais e de amizade que congregam um conjunto de pessoas em busca de algo que estabeleça um elo de comunhão entre si.
Hoje, Jesus não quer falar-nos destes aglomerados, ainda que reconhecendo que são também necessários para o convívio fraterno entre os povos, somos hoje chamados a ir mais fundo. Cristo faz-se presente no meio daqueles que se unem em Seu nome.
Cada vez mais se assiste entre os povos cristãos uma crescente falta de fé ou um aumento das dúvidas de fé, que nos levam, tendencialmente a afastarmo-nos de Deus. Ainda que sendo chamados à fidelidade e ao amor de Deus, podemos correr o risco de nos afastarmos d´Ele e de cairmos em murmúrios e infidelidades.
Cristo é o elo de ligação entre os povos de todos os tempos. Durante a sua passagem sobre a terra, não cessou de procurar congregar todos os povos. Deu a vida, para que olhando para Ele, vivêssemos num verdadeiro espírito fraterno, conscientes da Sua presença.
No testemunho de Cristo, encontramos o alicerce para as nossas relações. Não podemos cair no erro de nos deixarmos levar por desacatos ou vinganças que nos afastam uns dos outros. Enquanto cristãos, não nos podemos deixar seduzir por valores materiais que nos levam à cegueira.
A Palavra de Deus, confirmada com o testemunho da entrega do Senhor, torna possível a reconciliação. Esta tem a sua origem no coração de Cristo que dá a vida por nosso amor.
O coração de cada bautizado deve estar repleto de misericórdia. Assim como Deus está permanentemente disposto a perdoar as nossas faltas, também no nosso coração deve habitar este desejo, de sermos para os outros, rosto da misericórdia do Pai.
Torna-se urgente e necessário, incutir no coração dos cristãos, este sentido da verdadeira comunhão em Cristo. Só assim, onde dois ou três se reunirem em nome do Senhor, aí o Senhor estará no meio deles.

Quarta-feira, 16 de Agosto de 2017
Santo Estevão da Hungria
XIX Semana do Tempo Comum