
Ensina no catecismo da Igreja Católica que o termo “pudor” – quer o entendamos como sentimento quer como virtude – pode utilizar-se em diversos âmbitos. No seu sentido mais estrito refere-se à salvaguarda do corpo; num sentido mais amplo, abarca outros aspetos da intimidade – por exemplo, o de manifestar as próprias emoções; num e noutro caso, o pudor guarda, em última instância, o mistério da pessoa e do seu amor ( Cat. 2522). Como muitas pessoas não percebem a sua própria grandeza e dignidade, transformam-na numa vitrine banal, se ridicularizam e entregam o que possuem de mais íntimo a todo tipo de gente e quando não, se expõem de tal modo que levam a outros a pecar. Tornam-se instrumentos do ridículo ou do descontrole carnal. Desde criança se faz necessário ensinar o quão é importante esta virtude. Os pais cristãos dando-se ao respeito ajudam a combater este violento " tráfico da intimidade” para que não entre no lar.
Somos mais do que uma mera ou fútil exposição, se é para se expor, que mostremos a capacidade de ser útil na vida e de fazer a diferença para o crescimento do próximo, amando as pessoas através de obras boas e concretas, que transpareça o amor desinteressado em combate ao egoísmo de se aparecer, fugindo assim das vaidades estéticas por carência de atenção e do próprio vazio.
Deus nos ajude a cultivarmos o pudor no falar, no olhar, no comer e no vestir, para assim comunicar um comportamento sadio às pessoas e principalmente as crianças que são mais atacadas, que sejamos capazes de expor o amor de Cristo, amor que anseia a luta pela vida santa e menos miserável, pois fomos criados para voar alto e não para rastejar na ignorância.
Bom dia a todos!

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